sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Fraude é descoberta



Um esquema que concedia permissão para pesca ilegal é desmantelado pela Polícia Federal em conjunto com o Ibama. O órgão determinou ontem a exoneração do superintendente do Instituto em Santa Catarina, Américo Tunes,  preso em Florianópolis na Operação Enredados.

A operação tenta desarticular uma organização criminosa que atuava junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Brasília e Santa Catarina, e ao Ibama no estado catarinense. Cerca de 400 policiais federais e 20 servidores do órgão cumpriram 61 mandados de busca e apreensão, 19 de prisão preventiva e 26 de condução coercitiva em várias cidades do país.

No estado, as ações ocorreram em Laguna, Florianópolis, Camboriú e Bombinhas. A investigação apurou que servidores públicos, armadores de pesca, representantes sindicais e intermediários, mediante atos de corrupção, tráfico de influência e advocacia administrativa, atuavam na concessão ilegal de permissões de pesca industrial, emitidas pelo MPA. 

Dragagem pode ocorrer no próximo ano

Um estudo deve ser iniciado em até 30 dias.
Laguna
O estudo e projetos de engenharia para a dragagem de manutenção do Porto de Laguna, para melhorar o acesso das embarcações, foi autorizado. Em 30 dias, um grupo do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) estará na Cidade Juliana para fazer a batimetria.

A demanda foi atendida ontem pelo ministro dos Portos, Helder Barbalho, ao deputado federal Ronaldo Benedet e o diretor do Porto Pesqueiro de Laguna, Deyvisson de Souza. “O ministro nos autorizou fazer o estudo. Acreditamos que a dragagem deverá ocorrer no exercício de 2016”, destacou o diretor do INPH, Domenico Accetta.

Com o objetivo de melhorar a sinalização da entrada do canal, também foi autorizada à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) a comprar três boias articuladas para facilitar a entrada das embarcações. “Hoje o porto pode receber até 80 embarcações. Com a instalação das boias poderemos receber até 300”, enfatiza Deyvisson.

O presidente da Codesp, Angelino Caputo, irá elaborar um modelo de arrendamento para disponibilizar à iniciativa privada os 25 hectares de retroárea que pertencem ao porto. “Há 25 hectares de retroárea inutilizada. Devemos aproveitar esse espaço para ajudar no desenvolvimento do porto e principalmente da cidade”, solicitou Benedet. 

Região está desabastecida

O problema, que atinge todo o país, é temporário, mas não há prazo para normalizar a distribuição.
Letícia Matos
Tubarão
Complicações no Programa Nacional de Imunizações do governo federal, que faz a distribuição dos imunobiológicos em todo o país, têm gerado transtornos em sete cidades de abrangência da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel).

 A distribuição de sete vacinas está irregular em Tubarão, Capivari de Baixo, Jaguaruna, Sangão, Pedras Grandes, Treze de Maio e Gravatal. Conforme a enfermeira do setor de imunização da 20ª Gerência de Saúde de Tubarão, Karine Zapelini, os imunobiológicos que estão em falta no momento para a região são as vacinas contra a hepatite A, tetra viral e dTpa - que protegem contra oito enfermidades.

De acordo com a gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), Vanessa Vieira da Silva, o órgão optou por concentrar as doses em um único local para fazer uma indicação melhor do uso do medicamento.

“Hoje é preciso passar por alguns critérios e, com isso, otimizamos o uso dos soros. Ninguém ficou sem até o momento e a gente diminuiu muito o uso. O que significa que tínhamos realmente um uso indiscriminado”, destaca.

Os representantes da Dive informam que o desabastecimento parcial ocorre em todo o país e a indicação é que as vacinas multidose sejam feitas por meio de agendamento. “As outras vacinas estamos recebendo em uma quantidade pouco menor e tentamos suprir aquilo que nos é solicitado, mas estamos evitando fazer campanhas em empresas, por exemplo. A tetraviral, que é uma das que está em falta, é substituída pela tríplice viral mais mono de varicela, que era assim antes” explica Vanessa.

A especialista descarta a possibilidade de epidemias por conta do déficit de vacinas. Para Vanessa, o problema é apenas temporário, embora o Programa Nacional de Imunizações não tenha divulgado uma data para o retorno do abastecimento.

Vacinas com abastecimento prejudicado
• dTpa - Previne grávidas e recém-nascidos contra difteria, tétano e coqueluche.
• Hepatite A - A vacina começou a ser ofertada ano passado e imuniza crianças na faixa etária de 1 a 2 anos incompletos.
• Tetraviral - É uma atualização da tríplice viral e consiste na combinação contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora. 

Preocupação
Algumas doenças são mais registradas em certos períodos do ano. Uma delas é a catapora, que ocorre principalmente em outubro e novembro. A vacina entrou no calendário nacional há dois anos e foi incluída na tetraviral, que também protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Há menos de duas semanas ocorreu um surto de catapora na única creche de Maracajá, no extremo sul de Santa Catarina. Dos 150 alunos matriculados, 50 foram afetados.

BCG
Há cinco meses, os municípios tiveram baixa no estoque de BCG e algumas estratégias foram lançadas para que os atendimentos não fiquem descobertos. A situação, hoje, encontra-se normalizada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário